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Presidente do Tribunal Antidopagem: “Queremos levar tranquilidade ao atleta”

No mesmo dia em que tomaram posse na sede do Ministério do Esporte, em Brasília, os membros do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem elegeram seu primeiro presidente. Advogado na área desportiva há 20 anos, Luciano Hostins foi o escolhido entre os membros que compõem o tribunal. “O desafio é poder entregar justiça de forma adequada aos atletas, fazer com que o atleta se sinta tranquilo com relação à possibilidade de se defender, de ser ouvido e de expor suas razões. Queremos levar tranquilidade ao atleta através do devido processo”, destacou Hostins, após a primeira reunião.

O advogado é um dos nove membros do Tribunal, que conta com nomes de outras áreas, como Marcel de Souza e Luísa Parente, ex-atletas de basquete e ginástica artística, respectivamente, e Eduardo de Rose, médico especialista em antidopagem. Para Luciano Hostins, a variedade de profissionais e conhecimentos em áreas diversas será fundamental para a atuação do órgão.

Hostins (E) e o ministro do Esporte, Leonardo Picciani. Foto: Francisco Medeiros/ME

“São essas vivências, cada um vindo de um universo próprio, que fazem com que a gente possa tirar do tribunal decisões mais adequadas. Você tem atletas julgando outros atletas, advogados que vão analisar as questões jurídicas e médicos que vão analisar as questões médicas. Tudo isso proporciona uma decisão mais próximo daquilo que a gente busca, que é a justiça”, afirmou.

Hostins (E): "O desafio é poder entregar justiça de forma adequada aos atletas, fazer com que o atleta se sinta tranquilo com relação à possibilidade de se defender, de ser ouvido e de expor suas razões". Foto: Francisco Medeiros/MEHostins (E): "O desafio é poder entregar justiça de forma adequada aos atletas, fazer com que o atleta se sinta tranquilo com relação à possibilidade de se defender, de ser ouvido e de expor suas razões". Foto: Francisco Medeiros/ME

Outro ponto positivo citado por Hostins foi o alcance do tribunal, que deve auxiliar modalidades com menos atuação no âmbito da Justiça Desportiva para tratar de possíveis casos de doping. “Existe uma gama de modalidades que não têm uma justiça desportiva atuante. Nesse sentido, é bom que tenha um órgão para julgar esses casos. Para o esporte em geral, um tribunal altamente especializado na matéria, que só faz isso, é bom por que aprimora as decisões”, disse o presidente.

Regimento interno

Após a cerimônia de posse, os nove membros se reuniram no Ministério do Esporte e começaram a trabalhar no regimento interno, uma exigência da Agência Mundial Antidopagem (WADA, em inglês).

“Foi um dia de posse, só que não foi tanto de festa. Foi muito mais de trabalho. Passamos o dia analisando o regimento. Fizemos algumas alterações e vamos discutir mais um pouco para depois fazer a aprovação e encaminhar para a WADA, complementando todas as exigências feitas pela entidade”, contou Hostins. O prazo para enviar o regimento interno é até 16 de janeiro, mas a expectativa de Hostins é de que isso seja feito antes.

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