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Atletas da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos da Juventude recebem orientações sobre exames antidopagem

Educar os atletas brasileiros que estarão nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires 2018 sobre os procedimentos envolvendo os exames antidopagem. Esse foi o principal objetivo da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) que, em parceria com Comitê Olímpico do Brasil (COB), montou uma estação de controle antidopagem no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, para uma ação educativa com os atletas que competem, entre 6 e 18 de outubro, na capital argentina. A iniciativa, realizada no domingo (30.09) e na segunda-feira (01.10), detalhou o processo de controle antidopagem por meio materiais oficiais utilizados nos exames feitos pelas autoridades de coleta.

Foto: Rafael Brais/ME

Os integrantes da delegação brasileira que vão para as Olimpíadas da Juventude estão reunidos no Rio de Janeiro até esta terça-feira (02.10) para uma espécie de aclimatação para os Jogos antes da viagem para a Argentina. Neste período, os atletas treinaram em oito instalações esportivas espalhadas pelo Rio de Janeiro e participam de palestras e atividades oferecidas pelo COB. O Time Brasil terá 81 atletas, com idade entre 15 e 18 anos, competindo em 25 modalidades.

De acordo com a coordenadora de Operações da ABCD, Maria Fernanda Carraca Frias, as informações são relevantes para os atletas, já que vão vivenciar constantemente os exames antidopagem em competições nacionais e internacionais. "Essa turma que esteve aqui teve a oportunidade especial de vivenciar uma estação fictícia, mas com todos os itens e componentes que existem de fato no controle antidopagem. Eles chegarão preparados e sem o receio de não conhecerem o procedimento", afirmou.

Foto: Rafael Brais/ME

Durante a apresentação, Maria Fernanda e Lorena Rabelo, servidora da ABCD, explicaram aos atletas e dirigentes presentes todas as etapas de um exame antidopagem, assim como detalhes sobre deveres e direitos dos esportistas, como o consumos de suplementos sem acompanhamento médico. "Eles terão a tranquilidade de passar pelo exame e vão saber identificar o que foi feito corretamente e o que não estava de acordo com as melhores práticas", disse Maria Fernanda.

A gerente de Cultura e Valores Olímpicos do COB, Carolina Araújo, destacou a importância da parceria com a ABCD, especialmente pelo fato de muitos atletas que vão para os Jogos Olímpicos da Juventude nunca terem passado por exame antidopagem. "Com essa parceria com a ABCD, nós encontramos uma ótima oportunidade de trazer essa informação e deixá-los melhor preparados caso eles passem por essa situação em Buenos Aires", elogiou.

Ela elogiou ainda a didática da simulação, que detalhou o passo a passo do procedimento dos exames antidopagem. "Realmente acreditamos que que ações educacionais como essa contribuem não só para a prevenção, mas também para que ele não cometa possíveis erros por falta de informações e estejam mais preparados caso sejam testados na competição", explicou Carolina.

O fato de já ter passado por três exames antidopagem em competições internacionais fez de Igor Queiroz, atleta do wrestling, o voluntário perfeito para simular todas as fase pelas quais os atletas passam dentro de uma estação de controle. "Essa iniciativa é totalmente correta porque não são todos os atletas que já passaram pelo exame. Na minha primeira vez, inclusive, eu me confundi. É meio complicado quando você nunca viu", disse. "Ter esse tipo de simulação é muito importante para o atleta ver como é para chegar lá e fazer tudo certinho", analisou Igor.

Igor Queiroz, que já havia participado de procedimentos antidopagem anteriormente, elogiou o trabalho de prevenção. Foto: Rafael Brais/ME

Larissa Nascimento, atleta do taekwondo, teve contato com as minúcias do processo de exame antidopagem pela primeira vez. Para ela, a apresentação foi muito produtiva, pois preparou os atletas para uma prática que eles sempre estarão sujeitos a passar. "Esse conhecimento é muito importante para todo o atleta. Agora estou ciente das regras e isso vai diminuir a possibilidade de acontecer erros. Ou melhor, não vão acontecer porque agora eu já sei", ressaltou.

Defensores Dativos

A Estação de Controle montada no Parque Olímpico, onde fica o Maria Lenk, também serviu como fonte de ensinamento para os defensores dativos, que são advogados voluntários que participam de julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJAD). Na ação desta segunda-feira, o advogado Ricco Leonardo Mattos Bernardo esteve no estande da ABCD para participar do trabalho educacional sobre o controle antidopagem. "Muito interessante. Não achei que seria tão agregador. Elas conseguiram resumir o tema e, ao mesmo tempo, falar de uma forma muito ampla", elogiou.

Bernardo já teve contato com a parte teórica em um curso de pós-gradução. Porém, ele explicou que a parte prática é muito importante. "Muito importante tanto para os defensores, que não sabem da parte prática, só da teoria, quanto para os atletas. Muitas vezes vemos que muitos (atletas) não têm noção do direito, dos deveres e dos riscos que correm ao usar substância que são proibidas. Foi muito bom e muito interessante", completou.

Rafael Brais - rededoesporte.gov.br

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