Operadores da Justiça Esportiva
Você está na Área do Operador da Justiça Esportiva. Reunimos, aqui, um espaço para você acompanhar os casos, se informar, ter acesso aos códigos, publicações, audiências, comissões que envolvem Justiça e dopagem no Esporte. Os Operadores de Justiça Esportiva tem papel essencial no processo de Controle de Dopagem. São vocês que batem o martelo na defesa da ética esportiva e proteção do atleta que recusa a dopagem. São vocês que fazem valer todo o esforço de mergulhar nessa batalha por um Esporte mais justo. Defenda nosso Esporte: junte-se a nós na Luta Contra a Dopagem no Esporte

 

 
 

 

Como é feito o Controle de Dopagem?

Passo a Passo do Controle de Dopagem

O Controle de Dopagem é parte essencial do programa antidopagem, para promover e proteger a integridade do Esporte. Os testes dos atletas são analisados em laboratórios acreditados pela Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA (ou seja, aprovados pela AMA) para identificar o uso de Substâncias e Métodos Proibidos.

São cinco as etapas do Controle:

Os Controles podem acontecer Em-Competição ou Fora-de-Competição.

Para os Controles Em-Competição, o atleta pode ser selecionado por sorteio, com base na classificação obtida ou outro critério específico.

Para os Controles Fora-de-Competição, o atleta pode ser selecionado por sorteio ou por uma forma dirigida, sem aviso prévio.

Para efeito de Controle de Dopagem, o Código Mundial Antidopagem define que o Atleta Nacional é aquele que foi selecionado para integrar o Grupo Alvo de Testes da ABCD. Já o Atleta Internacional, é aquele que foi selecionado por sua Federação Internacional para integrar o Grupo Alvo de Testes da Federação Internacional.

Entenda melhor:

Se o atleta participa de Competições Internacionais, sua Federação Internacional pode incluí-lo no Grupo Alvo de Testes dela. Assim, a Federação Internacional do atleta passa a ser a responsável por realizar o seu Controle de Dopagem.

Se o atleta participa de Competições Internacionais e não foi escolhido para compor o Grupo Alvo de Testes dela ou se ele participa apenas de Competições Nacionais, a ABCD pode incluí-lo em seu Grupo Alvo de Testes.

Eventualmente, a ABCD pode testar um atleta que está no Grupo Alvo de Testes de sua Federação Internacional.

Fique atento! Qualquer atleta filiado a uma Federação Brasileira pode ser submetido ao Controle de Dopagem.

 

Quando o atleta for selecionado para o Controle de Dopagem, será notificado por um Agente de Controle de Dopagem para fazer o teste. O Agente pode ser um Oficial de Controle de Dopagem - DCO ou uma Escolta. Ele apresenta a identificação de Agente de Controle de Dopagem e o atleta também deve mostrar sua identidade com foto para se identificar. Depois disso, o atleta é acompanhado pelo DCO/Escolta até a Estação de Controle de Dopagem. O DCO/Escolta acompanhará ele o tempo todo, desde o momento da notificação até o final do processo.

 

 

   

Ao chegar à Estação de Controle de Dopagem, o atleta é informado sobre seus direitos e deveres e sobre qualquer modificação necessária para atendê-lo, caso seja menor de idade ou precise de alguma necessidade especial.

Coleta de Urina

Na Estação, o atleta pode beber água e isotônicos para estimular a produção de urina. Observe se a embalagem fornecida se encontra íntegra, sem sinais de ter sido violada.

Depois de informar ao DCO os dados pessoais, o atleta escolhe um copo para coleta de amostras entre os que forem oferecidos. Ele deve conferir para ter certeza de que a embalagem está lacrada e intacta. No momento da coleta, o DCO/Escolta também acompanha o atleta. Isso porque ele precisa ter uma visão direta do fornecimento de urina. É necessário completar 90 ml de urina com uma densidade adequada aos exames. O atleta deve permanecer com o controle de sua amostra de urina, ou seja, deve tomar conta do seu copo coletor para ninguém mais tocá-lo, a menos que ele peça.

Se o volume de urina fornecido for inferior ao mínimo necessário, o atleta vai precisar fornecer uma nova amostra.  A primeira parte fornecida é temporariamente lacrada para, mais tarde, ser misturada com a nova parte de urina coletada. Quando estiver pronto, deve escolher um novo copo para coletar o restante de urina.

Em seguida, são oferecidos ao atleta pelo menos três kits selados. Ele escolhe um deles, que será utilizado para transportar sua urina até o laboratório. O atleta abre e confere se os frascos para as amostras “A” e “B” estão corretos, ou seja, lacrados, limpos e intactos, com o número de identificação correspondente ao da embalagem externa. O atleta será identificado por esse número e sua identidade não será revelada ao laboratório. Somente a ABCD saberá qual o número da embalagem que corresponde à amostra de urina.

Sob a orientação do DCO, o atleta despeja a urina coletada nos frascos “A” e “B”, sendo que no “A” deverá ter um mínimo de 60 ml e no “B”, um mínimo de 30 ml. Em seguida, antes de lacrar os frascos, o atleta deve arrumá-los na caixa da embalagem. O DCO checa a densidade da urina. Se estiver muito diluída, esse detalhe será registrado no formulário e o atleta deverá fornecer uma nova amostra.

 

Amostra de Sangue

O procedimento de coleta de sangue é semelhante ao utilizado na coleta de urina, com pequenas alterações:

Antes da coleta da amostra, o atleta deve ficar sentado por pelo menos dez minutos. O Oficial de Coleta de Sangue – BCO só poderá iniciar a coleta quando passadas duas horas do término do treino ou competição do atleta, caso tenham sido realizados. Portanto, se ele treinou ou competiu duas horas antes de ser notificado, deve avisar ao DCO ou ao BCO. Ele deve permanecer sob a observação do Agente de Controle, até terminar todo o processo de coleta de amostras.

Após apresentar a identificação e qualificação, o BCO escolhe a melhor veia do braço ou da mão do atleta. Será coletada uma quantidade suficiente de sangue para atender aos exames necessários, mas não poderá ser retirado mais do que 19 ml. Em seguida, o BCO retira a agulha e aplica um curativo na área. Apenas um pequeno volume de sangue é retirado, para o atleta não sofrer nenhum efeito colateral.

 

Formulário de Controle de Dopagem

O DCO vai registrar todos os detalhes da coleta da amostra no Formulário de Controle de Dopagem antes de pedir para o atleta conferir todas as informações. O DCO vai pedir que revele todo e qualquer medicamento ou suplemento que tiver tomado nos últimos sete dias. O atleta também pode escrever qualquer comentário, relato ou observação sobre os procedimentos do Controle de Dopagem ou sobre qualquer outro aspecto da coleta.

 

 

 

 

 

 

Quando o Formulário de Controle de Dopagem estiver preenchido, o atleta deve conferir todas as informações. Se estiver de acordo, assina o formulário. O DCO também assina o formulário antes de destacar uma cópia e entregá-la ao atleta.

 

As amostras coletadas são enviadas a um dos laboratórios acreditados pela Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA, seguindo um rigoroso procedimento para garantir a segurança e a manutenção das características do material coletado.

A amostra “A” será analisada de imediato e a amostra “B” ficará armazenada em local seguro, em condições de ambiente ideais para manutenção da qualidade das amostras.

Caso a amostra “A” apresente um Resultado Analítico Adverso (positivo para dopagem), você será informado pela ABCD e poderá decidir se vai ou não pedir a análise da amostra “B” para contestar o resultado inicial.

 

Todo atleta que comete uma violação às regras Antidopagem pode sofrer as punições previstas no Código Mundial Antidopagem.

O atleta pode recorrer das sanções impostas apelando junto à Justiça Desportiva, sendo que a última e definitiva instância é a Tribunal Arbitral do Esporte – TAS.

Segundo a nova versão do Código, em vigor a partir de janeiro de 2015, os casos comprovados, no Esporte, de uso de substâncias proibidas, recusa em fornecer amostras ou outras violações previstas impõe ao atleta uma suspensão mínima de 4 (quatro) anos, se comprovada uma conduta intencional. Pode chegar até mesmo ao banimento do Esporte nos casos de reincidência.

 

 

 

 
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